oxigenio-dapalavra
Moço, não consigo me apegar a ninguém. Não me interesso por quase nada. Tenho pouquíssimas pessoas para me lembrar antes de dormir, mas nenhuma capaz restituir sentimento algum. Um dia pensei que seria capaz de amar, mas o amor escorreu por entre meus dedos. Nas entrelinhas dos meus poemas só tenho a solidão para rimar com meu coração pútrido e vazio. Não sei amar, nem me doar a ninguém. Se isso é ser clichê pouco me importa. Sou um caos ambulante, que vive em ambivalência com minha própria alma.
Verseto   (via oxigenio-dapalavra)